Ao “enganar” neurônios especializados em detectar estímulos que se deslocam, certas imagens nos fazem perceber movimento onde ele não existe
Mas por que essa ilusão acontece? Ninguém sabe ao certo.
O que sabemos é que os estranhos arranjos baseados em contraste devem de alguma forma ativar “por engano” os neurônios que detectam movimento.
Isto é, os padrões de claro e escuro enganam o sistema visual, fazendo com que se veja movimento onde nada se move. (Não se preocupe caso não veja o movimento; algumas pessoas realmente não conseguem percebê-lo e nem por isso são menos saudáveis.)
Fonte: Mente e Cérebro
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Médicos realizam cirurgia cerebral em paciente tocando violino
Médicos americanos realizaram uma cirurgia cerebral que provocou espanto no mundo todo, porque o paciente tocava um instrumento musical enquanto era operado.
Com a palavra, Roger Frisch, violinista da orquestra de Minneapolis, Estados Unidos. "Eu estava tocando solos e não conseguia fazer movimentos longos. Era o fim da minha carreira".
O músico estava com o que os médicos chamam de "tremores essenciais". É quando uma parte do cérebro emite sinais desencontrados para os músculos, provocando movimentos aleatórios, como mostrou uma rede de TV americana.
Roger Frisch encarou uma cirurgia bem diferente. Ficou acordado e com o violino nos braços. Foi um pedido da equipe médica.
Nesse tipo de cirurgia, os médicos implantam no cérebro um pequeno eletrodo, uma espécie de marca-passo. O equipamento emite sinais elétricos, que modificam as ordens dadas pelo cérebro. E aí é possível corrigir os movimentos e acabar com os tremores.
A medida em que o paciente fazia movimentos cada vez mais corretos, os médicos iam acertando o ponto exato no cérebro onde o marca-passo deveria ficar instalado.
No decorrer da cirurgia, já foi possível perceber que as notas estavam soando melhor. Aplausos para músico e médicos. Roger Frisch deixou o centro cirúrgico e voltou aos palcos.
Os médicos de um hospital de Nova York também participaram da cirurgia. E eles acabaram de conseguir autorização para aplicar o mesmo método em pessoas que têm transtorno obsessivo compulsivo.
O desafio agora é conseguir autorização para fazer esse tipo de cirurgia em pacientes com epilepsia ou depressão. As pesquisas, para estes casos, estão em estágio avançado.
O neurologista Michele Tagliati, do Hospital Mount Sinay, lembra que o número de pessoas que sofrem com epilepsia e com depressão é muito maior do que aqueles que têm o transtorno obsessivo compulsivo ou tremores.
E ele ressalta que enorme também é a confiança. "Obviamente, nesses casos nós botamos os eletrodos em outros lugares do cérebro, não no mesmo lugar dos tremores. Mas a técnica é a mesma e os resultados têm sido emocionantes".
Fonte: Globo.com
Com a palavra, Roger Frisch, violinista da orquestra de Minneapolis, Estados Unidos. "Eu estava tocando solos e não conseguia fazer movimentos longos. Era o fim da minha carreira".
O músico estava com o que os médicos chamam de "tremores essenciais". É quando uma parte do cérebro emite sinais desencontrados para os músculos, provocando movimentos aleatórios, como mostrou uma rede de TV americana.
Roger Frisch encarou uma cirurgia bem diferente. Ficou acordado e com o violino nos braços. Foi um pedido da equipe médica.
Nesse tipo de cirurgia, os médicos implantam no cérebro um pequeno eletrodo, uma espécie de marca-passo. O equipamento emite sinais elétricos, que modificam as ordens dadas pelo cérebro. E aí é possível corrigir os movimentos e acabar com os tremores.
A medida em que o paciente fazia movimentos cada vez mais corretos, os médicos iam acertando o ponto exato no cérebro onde o marca-passo deveria ficar instalado.
No decorrer da cirurgia, já foi possível perceber que as notas estavam soando melhor. Aplausos para músico e médicos. Roger Frisch deixou o centro cirúrgico e voltou aos palcos.
Os médicos de um hospital de Nova York também participaram da cirurgia. E eles acabaram de conseguir autorização para aplicar o mesmo método em pessoas que têm transtorno obsessivo compulsivo.
O desafio agora é conseguir autorização para fazer esse tipo de cirurgia em pacientes com epilepsia ou depressão. As pesquisas, para estes casos, estão em estágio avançado.
O neurologista Michele Tagliati, do Hospital Mount Sinay, lembra que o número de pessoas que sofrem com epilepsia e com depressão é muito maior do que aqueles que têm o transtorno obsessivo compulsivo ou tremores.
E ele ressalta que enorme também é a confiança. "Obviamente, nesses casos nós botamos os eletrodos em outros lugares do cérebro, não no mesmo lugar dos tremores. Mas a técnica é a mesma e os resultados têm sido emocionantes".
Fonte: Globo.com
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